Pesquisa no Geossítio

Geossítios

Cambará do Sul - RS

Cânion Fortaleza

Localizado no Parque Nacional da Serra Geral, o geossítio Cânion Fortaleza é caracterizado por um profundo e marcante vale em “V” com cerca de 8 km de extensão. O cânion adquiriu estas características devido à ação do sistema de drenagem local e o consequente entalhamento que seguiu às estruturas tectônicas (fraturas e falhas) existentes nas rochas vulcânicas da formação Serra Geral.

Este geossítio também pode ser considerado um ponto panorâmico para a observação e interpretação de elementos da paisagem, com visualização tanto para as escarpas da Serra Geral como para a planície costeira.

Visita ao geossítio:

O Cânion Fortaleza, localizado a 23 km da cidade de Cambará do Sul, está aberto ao público de segunda a domingo, das 08h00 às 17h00, sendo permitida a permanência até uma hora após o fechamento do portão de acesso.

Neste cânion duas trilhas são oferecidas aos visitantes: trilha da Pedra do Segredo, com percurso de 3km ida e volta, passando pela cachoeira do Tigre Preto; e a trilha do Mirante, com percurso também de 3km (ida e volta), onde no Mirante, além da visualização de 100% do Cânion, também é possível visualizar a cidade de Torres e, em dias com boa visibilidade e baixa nebulosidade, é possível visualizar a faixa litorânea.

Cânion Itaimbezinho

Localizado no Parque Nacional Aparados da Serra, o geossítio Cânion Itaimbezinho é o melhor exemplo da região para demonstrar como as estruturas tectônicas (falhas e fraturas) existentes nas rochas vulcânicas da formação Serra Geral controlaram a morfologia do cânion.

Estas estruturas configuram descontinuidades da rocha, consideradas zonas de fraqueza, que facilitam a percolação de água e permitindo a erosão vertical pelo sistema de drenagem formando um vale fechado que chega a atingir 720 m de desnível.

 

Visita ao geossítio:

O acesso ao Cânion Itaimbezinho, sede do Parque Nacional Aparados da Serra, está localizado a uma distância de 23 km da cidade de Praia Grande e 18 km de Cambará do Sul, ambos por estrada não asfaltada.

O Parque é aberto à visitação todo o ano, como horário de visitação das 8h às 17h, de terça a domingo (abrindo nas segundas-feiras que precedem feriados nacionais, Carnaval, Natal e Ano Novo).

Para visualizar o Cânion Itaimbezinho existem 2 trilhas: Trilha do Vértice (1,5km – ida e volta) e Trilha do Cotovelo (6 km – ida e volta), sendo esta última necessário adentrá-la antes das 15h. Não é obrigatória a presença de guia.

Jacinto Machado - SC

Morro do Carasal

O geossítio Morro Carasal apresenta altitude de 965 m e é caracterizado como uma feição elevada do relevo que divide duas bacias hidrográficas importantes da região, a bacia do rio Araranguá e a bacia do Rio Mampituba. É considerado um ponto panorâmico para a observação e interpretação dos elementos da paisagem, com visualização tanto para as escarpas da Serra Geral como para a planície costeira e o sistema lagunar, em especial a Lagoa do Sombrio.

Visita ao geossítio:

O Morro do Carasal está localizado a aproximadamente 20 km do centro de Jacinto Machado.

O trajeto pedestre compreende 3 km (ida) em trilha íngreme com trechos de campos e trechos de vegetação, sendo aconselhado o acompanhamento de guias da região, como forma de preservar o local e minimizar o risco de acidentes com visitantes.

Rio Tigre Preto

O geossítio Rio Tigre Preto compreende uma trilha em meio ao Cânion Fortaleza de quase 7 km, na sua grande maioria acompanhando o rio com poços d’água (piscinas naturais) em condições de uso turístico, até a Pedra do Beija-Flor.

Neste percurso muitos afloramentos e paredões rochosos evidenciam as sequências de derrames vulcânicos, no rio os seixos rolados evidenciam os geodos de minerais diversos com diferentes cores.

 

Visita ao geossítio:

O acesso à trilha do Tigre Preto está localizado a aproximadamente 19 km do centro da cidade de Jacinto Machado.

O trajeto pedestre realizado no geossítio compreende um percurso de 3,4 km (ida), sendo 900 m em trilhas em meio à vegetação e o restante, 2,5 km da distância por trilha molhada, acompanhando o rio da Pedra.

Para fazer a trilha é aconselhado o acompanhamento de guias cadastrados no ICMBio, como forma de preservar o local e minimizar o risco de acidentes com visitantes.

Mampituba - RS

Santuário de Nossa Senhora Aparecida

Morro constituído pelos arenitos da Formação Botucatu. Neste sítio, o contexto religioso agrega valor ao local, devido à presença de um altar com a imagem de Nossa Senhora Aparecida, que fez deste um dos locais mais visitados atualmente no município de Mampituba pelos devotos da Padroeira do Brasil.

 

Visita ao geossítio:

O sítio está localizado a 3,6 km do Centro da Cidade de Mampituba, na comunidade de Vila Brocca, sendo que seu trajeto por passadiços de madeira tem um percurso total de 272 metros, com alta inclinação.

O local possui um mirante onde é possível contemplar as paisagens da Serra Geral e do Rio Mampituba.

Cachoeira dos Borges

Com aproximadamente 70 m de altura, a Cachoeira dos Borges é um dos principais pontos de visitação no município de Mampituba, onde pode-se contemplar também a mata nativa situada ao longo do vale do Rio da Invernada, situado entre os morros Bicudo e Barbaquá, num relevo marcado pelas rochas de basalto.

Visita ao geossítio:

Localizada a 20 km do Centro de Mampituba na comunidade de Rio da Invernada, a Cachoeira dos Borges faz parte do complexo turístico Cachoeira dos Borges – Camping e Parque. A trilha até a cachoeira que dá nome ao camping é auto-guiada, ou seja, você pode fazê-la sem guia. É de nível médio de dificuldade, aproximadamente 30-40 minutos até a base da cachoeira. Há obstáculos tipo subidas, descidas, árvores caídas, e trecho final sobre pedras.

Ao chegar ao destino o aventureiro se defronta com belíssima queda de água, incrustada em remanescente de mata Atlântica primária, em área entorno do Parque Nacional de Aparados da Serra. Delicioso banho na cachoeira e na sua piscina!

Valor da entrada na trilha: R$ 15,00 por pessoa

Morro Grande - SC

Cachoeira do Bizungo

Com cerca de 100m de queda d’água o geossítio Cachoeira do Bizungo tem sua evolução condicionada pela intercessão de diferentes tipos de rochas que resistem de forma distinta à erosão.

O destaque especial deste geossítio é o visível contato geológico sub-horizontal de duas unidades de rochas, de diferentes origens e idades geológicas.

Visita ao geossítio:

A trilha de acesso ao geossítio está localizada a aproximadamente 14,2 km do centro da cidade de Morro Grande.

O trajeto pedestre compreende percurso total aproximado de 3,4 km (ida e volta), sendo aconselhado o acompanhamento de guias da região, como forma de preservar o local e minimizar o risco de acidentes com visitantes.

Paleotoca Xocleng

O geossítio Paleotoca Xocleng compreende um conjunto de 3 estruturas subterrâneas com desenvolvimento muito próximas entre si, que totalizam mais de 100m de desenvolvimento linear, sendo a maior paleotoca conhecida até o momento no território do projeto Geoparque Cânions do Sul. Este conjunto de paleotocas apresenta galerias sobrepostas em diferentes níveis, condutos bifurcados e galerias de distintas dimensões e formatos. Estudos preliminares realizados na região sugerem que, devido às características destas galerias, sua origem poderia estar associada às escavações feitas por preguiças gigantes, nas galerias maiores, e por outros animais como os tatus, nas galerias menores. As marcas de garras destes animais ocorrem dispersas nas galerias do conjunto de paleotocas, embora algumas se apresentem mais evidentes que outras.
Conheça as paleotocas, mas contribua com a conservação deste lugar!

Visita ao geossítio:

A trilha de acesso ao geossítio está localizada a aproximadamente 18km do centro da cidade de Morro Grande, já o trajeto pedestre, compreende aproximadamente 8km (ida e volta) por estrada de reflorestamento e trilhas na mata, sendo necessário atravessar pelo menos dois rios.

Para fazer a trilha é aconselhado o acompanhamento de guias cadastrados da região, como forma de preservar o local e minimizar o risco de acidentes com visitantes.

Praia Grande - SC

Cânion Malacara

O geossítio Cânion Malacara compreende uma trilha molhada de 2 km por dentro de um vale aberto (porção final do cânion) acompanhando o rio Malacara até o Poço da Figueira, onde ocorrem poços d’água (piscinas naturais) com condições de uso turístico.

Em todo trajeto é possível observar os seixos rolados dos rios e as rochas vulcânicas características da região com seus geodos de minerais diversos.

Visita ao geossítio:

O geossítio está localizado a aproximadamente 6 km do centro da cidade de Praia Grande em direção a Vila Rosa.

Para fazer a trilha do Malacara é aconselhado o acompanhamento de guias cadastrados no ICMBio, como forma de preservar o local e minimizar o risco de acidentes com visitantes.

Rio do Boi

O geossítio Rio do Boi compreende uma trilha de mais de 8 km por dentro do Cânion Itaimbezinho em meio aos paredões verticalizados das rochas vulcânicas que foram esculpidos pelo sistema de drenagem do rio Pavão.

O geossítio também apresenta na sua trilha elementos de valor histórico-cultural evidenciado pelos muros de taipa até os vestígios de um antigo engenho de cana-de-açúcar, bem como o conhecimento de que esta região era rota de tropeiros.

 

 

Visita ao geossítio:

O acesso à trilha do Rio do Boi está localizado a aproximadamente 10 km do centro da cidade de Praia Grande. O trajeto pedestre compreende um percurso de 4,3 km (ida), sendo 3,0 km por trilha seca em meio à vegetação e 1,3 km de trilha molhada acompanhando o rio.

Para fazer a trilha é aconselhado o acompanhamento de guias cadastrados no ICMBio, como forma de preservar o local e minimizar o risco de acidentes com visitantes.

A trilha do rio do Boi tem capacidade de carga de 132 visitantes/dia, sendo que cada grupo não deve ultrapassar os 12 visitantes/guia.

Timbé do Sul - SC

Cachoeira da Cortina

O geossítio Cachoeira da Cortina tem uma queda d’água de aproximadamente 40m de altura e tem sua formação associada à diferenciação no processo erosivo fluvial.

Localmente, as rochas vulcânicas apresentam descontinuidades sub-horizontais, consideradas zonas de fraqueza da rocha que facilitam a erosão, em especial níveis de vesículas (vazios resultantes da retenção de bolhas gasosas na lava que se solidificou), amigdalas (estruturas esferoides com cristalização de minerais) e fraturamento horizontal na base da cachoeira. Esta condição dá início ao solapamento da rocha menos resistente deixando a camada superior sem sustentação, provocando a queda de blocos, em um processo denominado de erosão regressiva.

Visita ao geossítio:

A trilha de acesso ao geossítio está localizada a aproximadamente 10,8 km do centro da cidade de Timbé do Sul.

O trajeto pedestre até a Cachoeira da Cortina compreende percurso total de 2,6km (ida e volta).

Toca do Tatu

A Toca do Tatu é uma paleotoca de 48,5 metros desenvolvida nos arenitos da formação Botucatu. Formada por dois túneis quase paralelos que convergem para um espaço maior no interior, sua morfologia geral interna e as marcas de garra existentes nas paredes demonstraram nos estudos que a paleotoca teve sua origem como abrigo escavado, provavelmente, por preguiças gigantes durante o Cenozóico. Complementando a relevância científica deste geossítio, os estudos também caracterizaram evidências de grafismos rupestres de mais de 7 geometrias distintas, desenhos em baixo relevo, associado a reocupação do abrigo por povos pré-Colombianos (Pasqualon et al, 2012; Frank et al., 2012).

Visita ao geossítio:

A trilha de acesso ao geossítio está localizada a 7,3 km da cidade de Timbé do Sul.

O trajeto pedestre compreende um percurso total de 3,5 km (ida e volta), seguindo pela mata, paralelo ao rio Rocinha, com relevo irregular.

O geossítio Toca do Tatu faz parte de um roteiro divulgado como Trilha do Palmiro, que compreende o rio Rocinha, piscinas naturais e cachoeiras.

Para acessar o geossítio é necessário acompanhamento de um guia.

Torres - RS

Parque Estadual do Itapeva (PEVA)

Sítio geológico de característica ímpar na planície costeira do RS, composta por um campo de dunas de aproximadamente 4 km de extensão, confinada entre afloramentos rochosos da Formação Serra Geral.

Abriga neste ambiente vegetação de restinga, campos secos e alagados, banhados e turfeiras e Mata Paludosa (floresta formada sobre solos bastante úmidos), condição esta que permitiu a criação do Parque Estadual do Itapeva, em 2002, uma UC de proteção integral e gestão da SEMA – RS.

Visita ao geossítio:

É possível realizar uma trilha no Parque com o acompanhamento de um condutor da unidade de conservação. As visitas no PEVA necessitam de agendamento prévio pelo contato abaixo:

Telefone: (51) 3626.3561

E-mail: peitapeva@sema.rs.gov.br

Endereço: Av. Castelo Branco, 479, Bairro Igra, Torres-RS.

Parque da Guarita e Morro do Farol

O Parque Estadual José Lutzenberger, Parque da Guarita, e o Morro do Farol apresentam feições geológicas ímpares na região, onde falésias vulcânicas encontram o mar, sofrendo a ação de suas ondas. Nestes morros testemunho, podemos visualizar os contatos entre o arenito da Formação Botucatu e os Basaltos e Basaltos Andesíticos da Formação Serra Geral. Em vários pontos, observa-se a ocorrência de Peperitos formados a partir da interação entre as areias do antigo deserto e as lavas vulcânicas que as recobriram.

Visita ao geossítio:

O Parque da Guarita está aberto diariamente das 8h30 às 17h30, na baixa temporada (maio a novembro), e das 8h às 20h na alta temporada (dezembro a abril).

Pessoa a pé não paga e veículos pagam R$ 10,00.

Os veículos emplacados no município de Torres são isentos desta cobrança.

O Morro do Farol tem acesso livre.