Rio do Boi - Praia Grande - SC

Foto: Gabriel Zaparolli

Conheça o Projeto

Quem somos

O projeto Geoparque Caminhos dos Cânions do Sul é uma estratégia que busca impulsionar o desenvolvimento sustentável sociocultural, ambiental e econômico da região, e, consequentemente, conseguir o reconhecimento deste território como um Geoparque Mundial da UNESCO.

Situado na região Sul do Brasil, entre os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o território integra 7 municípios, sendo 4 do estado de Santa Catarina: Praia Grande, Jacinto Machado, Timbé do Sul e Morro Grande; e 3 do Rio Grande do Sul: Torres, Mampituba e Cambará do Sul, totalizando uma área de 2.830 km² e uma população de pouco mais de 73.500 habitantes.

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Estrutura de Gestão

O projeto Geoparque Cânions do Sul é uma iniciativa que integra dois estados brasileiros, cujas ações vêm mobilizando autoridades municipais e estaduais, instituições privadas e comunidades locais no anseio de construir uma sólida candidatura ao programa Geoparques Mundiais da UNESCO.

Em abril de 2017, foi constituído pelos 7 municípios que compõem o território candidato a Geoparque, o Consórcio Público Intermunicipal Caminhos dos Cânions do Sul. Com a finalidade de proporcionar o desenvolvimento integrado e sustentável do território, o Consórcio vem desde então atuando como articulador e gestor deste projeto. Conta com uma equipe técnica coordenada por profissionais das estruturas municipais, que desenvolvem as ações no território em conjuntos com instituições parceiras e comunidades locais.

Comitê Científico e Educativo

O Comitê Científico e Educativo do projeto Geoparque Caminhos dos Cânions do Sul, constituído em 2012 e instituído pela Resolução nº 001/2018 do Consórcio Intermunicipal Caminhos dos Cânions do Sul, tem como finalidade contribuir com conhecimento científico e educativo do projeto, zelando pelo bom cumprimento das diretrizes do Geoparque Caminhos dos Cânions do Sul.

Regimento Interno

Apresentação do Comitê Científico e Educativo

Histórico

A concepção de um projeto de Geoparque entre os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul começou a ser idealizada em 2007. Na época, com o nome projeto Geoparque Cânions do Brasil, o território envolvia seis municípios da região, sendo três de Santa Catarina e três do Rio Grande do Sul.

Com o avanço do processo em busca de apoio político-financeiro e engajamento dos gestores locais, já em 2009, o projeto Geoparque passou a ser liderado pela parceria institucional entre Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR/Araranguá) e Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (AMESC). Nessa época o território do projeto Geoparque acaba sendo ampliado para 19 municípios da região.

Nos anos que se seguiram, diversas reuniões de apresentação e esclarecimento do projeto foram promovidas na região, capacitações e eventos, acompanhamento de visitas técnicas, além de várias reportagens de jornais e rádios cobriam as ações que aconteciam no território.

Entre 2010 e 2011 foram realizados estudos para iniciar o inventário dos geossítios do território pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), através da Superintendência de Porto Alegre – RS.

Os anos passam e, em 2014, com o amadurecimento do projeto, a área do Geoparque é reduzida para os atuais 7 municípios, como forma de direcionar os esforços para uma área núcleo. Assim como em 2015, os prefeitos assinaram um protocolo de intenções para constituir o Consórcio Intermunicipal Caminhos dos Cânions do Sul.

Em abril de 2017, o processo avançou para a estabelecimento oficial do Consórcio Público Intermunicipal Caminhos dos Cânions do Sul, como instituição gestora do projeto Geoparque Caminhos dos Cânions do Sul formado pelos 7 municípios que compõem o território candidato.

Atividades

O projeto Geoparque Caminhos dos Cânions do Sul tem como princípio fomentar em seu território estratégias que envolvam o desenvolvimento socioeconômico e cultural sustentável, buscando combinar a conservação, a educação e o turismo.

Conservação

O projeto Geoparque Cânions do Sul procura conservar os sítios geológicos mais representativos da diversidade regional, com especial atenção àqueles locais que apresentam características diferenciadas em relação ao tipo de rocha e solos, as estruturas geológicas, as variedades minerais, a qualidade e diversidade dos fósseis, as formas de relevo ou de qualquer outro aspecto que permita conhecer, pesquisar e interpretar a origem e evolução da Terra e dos processos que a modelam.

Estes sítios e paisagens mais relevantes do território do projeto Geoparque Cânions do Sul integram uma estratégia de geoconservação que favorece o seu uso sustentável, seja para a pesquisa científica, seja para atividades educativas e turísticas de mínimo impacto ao meio ambiente.

O status de Geoparque Mundial da UNESCO não implica em restrições a nenhuma atividade econômica dentro do território do projeto, todavia, também não garante a proteção do seu patrimônio natural e cultural. Por este motivo, os geoparques devem aproveitar a legislação específica do nosso país para assegurar a conservação deste patrimônio.

Importantes elementos do patrimônio geológico da região já estão protegidos em Unidades de Conservação existentes no território com especial destaque para os cânions localizados nos Parques Nacionais Aparados da Serra e Serra Geral, como Itaimbezinho, Fortaleza, Malacara, Churriado e Índios Coroados; os campos de dunas do Parque Estadual de Itapeva; e a Ilha dos Lobos no Refúgio da Vida Silvestre Ilha dos Lobos.

Educação

O projeto Geoparque Cânions do Sul organiza atividades e fornece suporte para comunicar conhecimento geocientífico e conceitos ambientais ao seu público, seja ele constituído por pesquisadores, estudantes e turistas, seja pela sociedade em geral.

Estas ações de disseminação de conhecimento utilizam e valorizam os espaços existentes no território como geossítios, atrativos turísticos, museus e casas de memória, centros de informação, trilhas, visitas guiadas, excursões escolares, literatura popular, mapas, materiais educativos e exposições, materiais interpretativos, seminários e assim por diante.

No nosso território também são incentivadas às pesquisas científicas e a cooperação com universidades e institutos de pesquisa, estimulando o diálogo entre a academia e a sociedade, contribuindo com renovação de conhecimento nos diversos setores da economia, melhora da vida das pessoas e inovação para atingir o desenvolvimento sustentável.

Ações de educação promovem grandes transformações em territórios geoparque. A sensibilização da sociedade para o reconhecimento e a valorização da importância da conservação da natureza e da cultura, favorece a mobilização dos atores interessados em tornar o turismo um catalisador de mudanças positivas para a região.

Turismo

O Brasil apresenta um dos maiores potenciais turísticos em recursos naturais no mundo, comprovando a importância do turismo de natureza como um dos vetores para o desenvolvimento econômico do país. Seguindo este caminho o segmento do turismo de natureza cresce exponencialmente, chegando a ultrapassar o crescimento do turismo mundial.

De acordo como Ministério do Turismo, o turismo de natureza utiliza, de forma sustentável, o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambiental por meio da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações. Caracteriza-se pelo contato com ambientes naturais, pela realização de atividades que possam proporcionar a vivência e o conhecimento da natureza, em prol da proteção das áreas onde ocorre.

Nas últimas décadas, um novo segmento vem surgindo como uma vertente do turismo de natureza, o geoturismo. Consiste na disponibilização de serviços e meios interpretativos que promovam o valor e o benefício social de sítios de interesse geológicos e geomorfológicos, assegurando simultaneamente a sua conservação para uso de estudantes e turistas (Hose, 2000). Este conceito tem forte relação com os geoparques, uma vez que procura estimular nestes territórios atividades econômicas suportadas na geodiversidade da região, principalmente de caráter turístico, em sinergia com o potencial da biodiversidade, da cultura e envolvendo as comunidades locais.

Ao atrair um número crescente de visitantes, os geoparques estimulam o desenvolvimento socioeconômico local e incentivam a criação de empresas locais e indústrias artesanais envolvidas na produção associada ao turismo.

O território do projeto Geoparque Cânions do Sul revela um grande potencial para os amantes da natureza e atividades esportivas, principalmente aquelas que são diretamente ligadas ao patrimônio natural, como caminhadas na natureza, canyonismo, rapel, escalada, banhos em quedas d’águas e piscinas naturais, voo livre, balonismo, cicloturismo, etc., proporcionando aos turistas experiências inesquecíveis. No litoral destaca-se ainda o turismo de sol e mar, com opções de surf, kitesurf, canoagem, jet ski, rapel, escalada, paraglider, entre outros.

O turismo rural também começa a estabelecer suas bases na região, sendo uma nova oportunidade de vivenciar este território, agregando valor a produtos e serviços, resgatando e promovendo o patrimônio cultural e natural das comunidades que ali habitam.

O geoturismo, por sua vez, inicia esta caminhada… O que acharia de visitar uma paleotocas?