Exposição e roda de conversa abordam o tropeirismo na região

16/07/2019

A Prefeitura de Praia Grande, com o apoio do Projeto Geoparque Cânions do Sul, realizou no dia 14 de julho, durante o 36º Rodeio Crioulo Nacional, no CTG Porteira do Faxinal, a Exposição sobre O Tropeirismo e a formação das cidades no Extremo Sul Catarinense. O encontro foi promovido pelo prefeito Henrique Maciel e pelo vice-prefeito Everson Citadin, juntamente com as secretarias municipais da Cultura e de Turismo e com a historiadora Renata Carreira Corvino. A exposição aconteceu no Rancho Municipal e foi dado destaque para demonstração do pouso dos tropeiros. O pouso era o local onde os tropeiros sesteavam, pernoitavam, descansavam, faziam suas refeições, cantavam, tocavam gaita ou viola e contavam causos. Os pousos eram sempre locais sombreados e com boas aguadas com facilidade de conseguir lenha para o fogo. De alguns antigos pousos tropeiros, nasceram cidades. Foi realizado também a Primeira Roda de Conversa sobre o Tropeirismo na Região dos Aparados da Serra. Os antigos tropeiros Sr. Ajos Dutra/87 anos e o Sr. José Nunes da Silveira 86/anos, colaboraram contando-nos suas vivências pela região, enquanto o chimarrão circulava pela roda de conversa. O tropeirismo caracterizou-se pela intensa movimentação de mercadorias, como o uso generalizado do lombo de equinos ou muares para o transporte de cargas. Os animais faziam no passado o que hoje é realizado por caminhões. Existiam dois tipos de tropas que circulavam no transporte: as chamadas tropas arreadas e tropas xucras.
Segundo relatos era costume levar paçoca, charque, café, açúcar, banha, arroz, feijão, pães em forma biscoitos torrados, cachaça e erva mate. A mulas eram arreadas com baixeiro, cangalha, bruaca, ligal e reata.
Para os tropeiros duas coisas foram de fundamental importância em suas jornadas. A fé, diante das adversidades enfrentadas e o cusco, animal que os ajudava a juntar os animais que se desgarravam e também os protegia das feras que aparecessem pelo caminho. Não circulava apenas pessoas e mercadorias. Nos pontos de passagem também circulava uma diversidade de ideias e culturas.

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Conversa com tropeiros